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segunda-feira, novembro 15, 2010

DISCOS REMASTERIZADOS DE JOHN LENNON SÃO LANÇADOS NO BRASIL

Como parte das celebrações dos 70 anos do nascimento de John Lennon, a viúva do ex-Beatle, Yoko Ono, e a gravadora EMI estão relançando todo o catálogo da carreira solo de Lennon em versões remasterizadas, que chegam agora ao Brasil.
A "cereja do bolo" é a caixa importada John Lennon Signature Box, com onze discos. Ela inclui os oito álbuns originais, um disco com os singles não lançados em álbuns, entre elas "Move Over Ms. L", considerada a gravação mais rara dele, e o disco Home Tape, com gravações caseiras, entre elas uma música inédita: "India, India", em que Lennon lembra a viagem que fez com os Beatles à Índia em 1968. A caixa vai custar a bagatela de R$ 1 mil.

Fonte: Terra Música

Nota do Alfredo:
Vale a pena! Mas, pra quem não quer ou pode desembolsar essa grana toda, existem opções de pacotes mais baratos. Veja no Terra Música

sexta-feira, abril 02, 2010

DOCUMENTÁRIO RELEMBRA AS ATRIBULAÇÕES DE JOHN LENNON NO PAÍS DO ROCK

O filme "Os EUA X John Lennon" estreia no Brasil em 4 de abril, com quatro anos de atraso e empacotado numa frase elogiosa da viúva do ex-Beatle, Yoko Ono: “De todos os documentários já feitos sobre John Lennon, este é o que ele amaria”. Yoko deve saber de fato o que o marido assassinado em 1980 pensaria, mas a frase usada para promover por aqui a produção de David Leaf e John Scheinfeld diz apenas metade de tudo que está em jogo. A história contada é honrosa não apenas para John, mas também para Yoko.
A meta é recuperar um dado específico da biografia da dupla – o esforço do governo republicano de Richard Nixon para deportar John (e Yoko) no início dos anos 1970 – e explicar os seus porquês.

Em palavras resumidas, o britânico Lennon irritou o governo norte-americano por ridicularizar a guerra do Vietnam, fazer músicas contra Nixon, escrever letras pacifistas (tipo Give Peace a Chance) que eram cantadas por milhares às barbas da Casa Branca, aproximar-se dos Panteras Negras (ou seja, do movimento pelos direitos civis dos negros), cantar em público pela soltura de um poeta e ativista de esquerda (John Sinclair) condenado à prisão por oferecer dois cigarros de maconha para uma policial disfarçada. E, quem sabe, por fazer tudo isso incitado em certa medida por uma artista plástica vanguardista esquerdista japonesa mulher sobrevivente do bombardeio de Tóquio pelos EUA em 1945, com quem ele tivera a estranha ideia de se casar.
“Essa bruxa japonesa o enlouqueceu, ele pirou”, vocifera um homem de mídia da época, logo no início do filme. Por sua parte, o casal encena uma lua-de-mel multiétnica pública numa cama rodeada de cartazes pedindo paz (e de repórteres). Bélica diante do casal, uma jornalista diz a John que ele ficou “ridículo” e que suas ações não têm qualquer serventia para a paz.

Egresso dos Beatles, Lennon continuava sendo um herói mundial, apesar das supostas “maluquices”. Era combatido, mas continuava a ser respeitado, até certo ponto. A barra pesava mesmo era para Yoko, que aparece em dez entre dez cenas de época tentando falar e não conseguindo. Sua cabeça que balança em silêncio contrasta com os depoimentos loquazes que ela concede no presente, tentando remontar o passado. E fica evidente ao espectador (se já não estava) a feroz futilidade dos argumentos corriqueiramente utilizados para rejeitá-la, no mínimo, ou ejetá-la da história, no máximo.
Uma lista bombástica de ingredientes torna a fervura suficientemente quente: direitos humanos, racismo, misoginia, machismo, autonomia feminina (os depoimentos da feminista negra Angela Davis são eloquentes, assim como são os de personas non gratas pelo conservadorismo norte-americano como Gore Vidal, Noam Chomsky e Tariq Ali), sexo, casamentos (e filhos) multirraciais, pacifismo, liberação de drogas... Até o “ame-o ou deixe-o”, muito conhecido de certo país da América do Sul, aparece ali em versão anglo-americana, nos depoimentos de ex-agentes do FBI e que tais.
É forçoso concluir que o país que queria extraditar John e Yoko era uma nação que lutava a favor de guerra, ódio racial, misoginia, eugenia, puritanismo, mordaça. Lançado antes do advento de Obama, Os Estados Unidos Contra John Lennon deixa explícitos os paralelos que quer estabelecer entre a era Nixon e a era Bush Jr. “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, diria em tom de pergunta certa cantora brasileira, se pudesse entrar na conversa.
O melhor de tudo é que, conquistas e retrocessos à parte, Yoko “sim, eu sou uma bruxa” Ono continua por aí, incomodando onde John Lennon e Elis Regina não podem mais incomodar. Não é à toa, nem sem merecimento, que ela ama tanto esse eloquente documentário.

terça-feira, dezembro 22, 2009

VEJAM FOTOS DA NOITE 'BEATLES' NO SELETO

Pessoal, conforme prometido, aí vão fotos da homengem a John Lennon/Beatles organizada pelos grandes Togo Ferrário e Emerson Linhares. A festa aconteceu em plena quarta-feira (dia 9) no Seleto e foi sucesso total. O som ficou por conta de Alfredo e banda MP3.
Detalhe: a cobertura fotográfica completa vocês encontram no www.edilbertobarros.com













terça-feira, setembro 29, 2009

Morre Mulher Que Inspirou Beatles

Lucy Vodden, a mulher que serviu de inspiração para o clássico dos Beatles "Lucy in the Sky With Diamonds", morreu aos 46 anos, depois de uma longa batalha contra o lúpus. A morte de Lucy foi anunciada nesta segunda-feira (28) pelo hospital St. Thomas, em Londres, onde ela estava sendo tratada.
Lucy Vodden, que frequentou a mesma creche do condado de Surrey que Julian Lennon (filho de John), tornou-se a "menina com olhos de caleidoscópio", um dos maiores sucessos dos Beatles, composta na época mais psicodélica do grupo.
Durante muito tempo a canção com o nome de Lucy, cujas iniciais são LSD, foi associada como referência à droga alucinógena tão em voga naquela época, porém, John Lennon sempre desmentia e contava que a inspiração teria sido a própria Lucy.
O pequeno Julian desenhou na época uma imagem com base em pequenas estrelas e disse ao pai que era "Lucy no céu com diamantes", frase que John Lennon utilizaria como título da música que seria incluída no álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967.
Em junho passado, Julian --que vive na França-- quis restabelecer o contato com Lucy, após saber de sua doença. "Pude ajudá-la em algo", disse o filho de Lennon em declarações ao dominical "The Sunday Times".
John Lennon se divorciou da mãe de Julian quando o garoto tinha apenas 5 anos para se casar com a artista japonesa Yoko Ono. Pai e filho se viram muito pouco durante alguns anos, mas depois se reconciliaram.